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O tema do momento é inovação. Mas esse foco de atuação ainda não é totalmente dominada por todos os empreendedores. "A inovação existe e faz sentido como estratégia para conservar mercados ameaçados pela concorrência e para conquistar novos clientes", explica Evando Mirra de Paula e Silva, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), que também já foi diretor de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do CGEE (Centro de Gestão de Estudos Estratégicos). A ideia defendida por Mirra é que, com o aperfeiçoamento de produtos ou introdução de novas linhas, com novos processos de fabricação, de gestão ou de marketing, a empresa consegue se diferenciar das demais em um mercado competitivo.
Mirra avalia que o setor têxtil tem sido sensível ao valor dessas novas estratégias. Algumas empresas foram pioneiras e começaram logo a explorar as possibilidades abertas pela nanotecnologia. No setor de lingerie, por exemplo, iniciou-se o emprego de fios com propriedades bactericidas. "Sua ação permite manter o equilíbrio natural da flora bacteriana existente no organismo e controla, ao mesmo tempo, a proliferação de bactérias no tecido", cita. Outro exemplo lembrado por Mirra é a confecção de uniformes com tecidos ecologicamente amigáveis e que apresentam proteção solar. As malhas, feitas de algodão, recebem um tingimento especial capaz de proteger as fibras da passagem dos raios solares.
Mas, além das iniciativas pioneiras, o setor tem se beneficiado, ainda, das ações empreendidas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). "A entidade tem promovido inúmeras atividades de sensibilização de todo o segmento e fornecido apoio à introdução das novas tecnologias", afirma Mirra, lembrando das parcerias da Abit com a ABDI e o Sebrae, em busca de novas soluções para o setor têxtil.
Inovação no Paraná - A inovação também é regra na indústria paranaense. "O Estado vem realizando nos últimos anos um esforço significativo e bem sucedido para promover a inovação em suas empresas", afirma o especialista. A ação de instituições como a Fiep, o IEL e Sebrae, a atuação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o trabalho cooperativo com as universidades e instituições de ensino superior têm se traduzido em avanços consideráveis no grau de inovação da indústria paranaense.
Mas, lembra ele, é preciso também reconhecer que os desafios colocados hoje à competitividade das empresas exige um esforço ainda maior, capaz de tornar mais ampla e mais rotineira a postura inovadora. "É preciso que se multipliquem iniciativas como a oportuna criação do Centro de Inovação de Maringá", recomenda. Além de promover a inovação no setor de vestuário, os efeitos benéficos desse centro devem ser difundidos para outros segmentos estratégicos da economia do Estado.